domingo, 7 de junho de 2015

NAQUELES DIAS...

Existe mulher que é tão organizada que como diz os clichês parece um reloginho!

Sabe o dia do início e fim de seu ciclo, a cor da calcinha que usou ontem, quantas calorias consumiu ao dia... eu, hein!

Eu não sou esse tipo de mulher!

Sou como a minha mãe nas receitas, sem medida faz e fica bem feito!

Sem que eu tenha tudo isso anotado, meu comportamento denuncia muita coisa. Quem está mais perto, coitado, sofre mais!

Eu já desconfiava desde o início do feriado. Ficava quieta, depois falante. Deitei cedo logo na quinta-feira, não quis acompanhar meu artista em sua apresentação.
Continuei na sexta, mas me dediquei ao trabalho de casa junto com a Bete, acabei me distraindo.
O sábado foi de chorar com comédia de Woody Allen e outras comédias românticas quaisquer. Acabei o dia tomando aquela gelada e cantando Boate Azul.
Quanto mais os dias se aproximam, parece que pior você fica! Hoje foi o dia de chorar. Parecia que não chorava há dias e descarregava tudo hoje. Já acordei esbravejando...

Nada como o revezamento desses dias e a sapiência de um bom companheiro: Me colocou no peito, me abraçou, beijo, enxugou minhas lágrimas.

Terminamos o domingo muito bem assistindo Debi e Lóide 2, depois A Teoria de tudo. Afinal, acho que ele me entendeu...

Estou naqueles dias!
#LoveWeC


quinta-feira, 4 de junho de 2015

Brincando de Deus!

Todo ser cristão, budista, judeu, muçulmano, ateu, marxista, qualquer crença que for, desde que seja humano acredita em um ser acima dele. 

O importante na verdade é SER HUMANO! Para mim, em especial, que sou cristã acredito piamente que se foi Deus quem deu a vida, somente Ele é capaz de tirá-la. Partindo desse pressuposto já teria um grande argumento e, se esse não for bom, o simples fato de pertencer a raça humana e saber que estamos no topo da cadeia alimentar já é suficiente para abominar qualquer tipo de injustiça com qualquer outra espécie.

De qualquer forma, acreditando que a vida pertence a Deus ou que alguém satisfaria em dominar as demais organizações mundanas, me deparei com alguns episódios há alguns meses atrás, digno de revoltar-se contra a raça humana.

REVOLTA 1:

Poucos dias antes da páscoa a gatinha mais velha de minha mãe (mais ou menos 10 anos), desapareceu. Curioso, pois ela nunca havia feito algo parecido. Não é adepta a frequentar a rua e não fica mais no cio, pois é castrada.
Alguns dias passaram-se e minha mãe já achando que tinham matado a gata, esses "seres" que me desculpem, não dá pra chamar de humano, fizeram algo que chateou um bocado. Ao tentar se divertirem com a gata, tentaram arrancar o olho da felina para fora causando medo para qualquer um que a olhasse.
Mesmo que você não goste de animais, mesmo que não prefira os gatos, a perversidade foi tamanha que a Lilith ficou irreconhecível.

Foi exatamente assim que a princesa Lili ficou. E aí eu me perguntava: Por quê? Mas, não aquele tipo de "por que, meu Deus?", mas sim aquele: Por que, ser humano, fazer tamanha barbaridade?

Resumo da obra: depois de minha mãe deixar mais de dois mil reais no tratamento, uma veterinária muito competente conseguiu salvar nossa Lili! Ela perdeu o olho, há uma costura agora em seu rostinho, mas ela tem uma vidinha de gata,muito confortável e feliz na casa da minha mãe.


Não foi dessa vez, meu querido "sr. deus"!

VOCÊ PERDEU!




REVOLTA 2:

Era um sábado atípico. Havia trabalhado o dia inteiro. Entretanto, ao voltar para casa tudo estava normal, pois eu sabia que ao apontar no portão havia um grande amigo me esperando dentro de casa, pronto para me dar e receber muito carinho. Coisa da nossa relação, coisa de mãe e filho. Seu nome Wilson, para mim, meu bb Wilson. Era assim que eu sempre me referia à ele. O gato mais carinhoso e amável do mundo. Um gato anão. Ele não preferiu crescer. Gostava bastante de subir em cima do telhado e brincar com sua amiga/namorada, a gatinha da dona Nair, a vizinha. Mas, naquele dia o bb Wilson não viu sua coleguinha. Fiquei sabendo que essa teria sido vítima do mal que lhe acometera na noite passada.

Não sei ao certo o que era. Talvez um pedaço de carne, um pouco de ração. Só sei que quando ele desceu do telhado, entrou em casa estranho, bebendo muita água. Percebi na hora que ele começou a colocar espuma pela boca e já pronunciei aquele dolorida frase: "Meu gato está morrendo!". Ele havia sido envenenado.

Dali em diante, foi questão de duas horas para ver tudo acontecer: Não encontramos um veterinário 24h na região do Alto Tietê. O sr. Wilson não conseguia morrer. Me olhava bem nos olhos pedindo ajuda. Seu corpinho tremia muito. Comecei a me desculpar, a entregá-lo ao céus dos gatos, ao céu dos homens. Não sabia ao certo, só queria que ele descansasse em paz. Demorou! Parecia que ele não queria me deixar. É bem verdade que eu também não queria que ele me deixasse, mas percebi que não poderia mais ver aquela cena e ajudei o bb Wilson partir...



É amigos leitores... dói!
Meu bebê tinha partido.

Tudo por conta de algum ser que sabe-se lá o motivo decidiu pela morte do meu gato que era tão bem cuidado. Ele não teve a mesma sorte que a Lilith. Me fez chorar um final de semana inteiro e ainda me rolam as lágrimas tanto ao escrever esse texto, quanto ao fato de me lembrar do meu bichano.
Humanos malditos!!! Foi exatamente assim que primeiramente pensei. Depois Deus verdadeiro agiu em mim. Confortou meu coração e fez com que eu apenas entregasse a vida dessas pessoas do que desejar-lhe o mal.
Ouvi comentários do tipo: "por isso que eu não tenho animais de estimação" e, como sou ótima em abstração, fiz no mesmo instante.
Até mesmo porque o que aconteceu não tem a ver com você ou na decisão de ter um animal ou não. Na verdade, ele partiria de qualquer forma. Revolta vir uma pessoa e fazer algo do tipo, é claro, porém não deixarei de dar o meu carinho e cuidado aos pequenos bichanos.

A ESPERANÇA PREVALECE!

Você pode estar se perguntando:  e agora? Bom, muitos do que ouviram minha história com os animais nesses últimos dois meses me aconselharam a "comprar" um novo bichinho. Não concordo!
Quero dar amor gratuito. Não quero raça, nem status... quero dar dignidade para algum bichinho que foi abandonado na trajetória de sua história nessa vida.

Foi com esse pensamento que encontrei a valente Walentina (o W segue a sequencia do irmão Wilson...rsrs). Ela é uma bebê que conquistou meu coração em uma feira de doação de animais em Suzano. Havia muita pulga, agressividade, fome e sede logo que peguei a pequena Wale. Agora tenho muitos arranhões em meu corpo, diversão quando chego do trabalho e uma gatinha que me aquece toda noite, pois sempre dorme comigo.

Novamente aos malignos que tentaram acabar com a minha fé na humanidade ou retroceder meu olhar quanto aos cuidados que devemos ter com os animais, vocês perderam. Aliás, acho que vocês deviam desistir, pois se depender de mim, não caio nessa enganação fajuta de tentarem brincar de Deus.


domingo, 31 de maio de 2015

Nova fase

É engraçado como as coisas em nossas vidas pode acontecer muito rápido!

Outras, nem tanto!

Sou do tipo de pessoa extremamente intensa. Quando me coloco em um projeto, quando me envolvo com alguém, se algo me incomoda, enfim... tenho a plena disposição para ir em frente e passar por cima do que for para ver o plano concluído.

Vim ao longo dos anos da adultice me descobrindo uma pessoa extremamente passiva, calada e deixando que outras pessoas tomem voga para não provocar ou iniciar uma briga. Característica completamente diferente de um momento da minha adolescência ou infância.

De qualquer modo, com toda a minha intensidade e passionalidade brigando em mim, decidi ao longo de 8 anos da minha vida abandonar algumas coisas. Percebi que havia uma exploração da minha intelectualidade (mesmo que essa não seja grande), que me incomodava. Outros pontos ainda me incomodavam, foi quando dei um passo a frente.

Não digo "liberdade", ao contrário sou grata a muitos momentos de crescimento e oportunidade que tive ao longo desses 8 anos, mas sim, uma nova fase estou trilhando em 2015.

Quem sabe em outro momento comente mais sobre como estou me sentindo nessa nova fase, todavia, algo é indiscutível, venho me sentindo mais feliz, menos pressionada e muito mais satisfeita com o meu trabalho enquanto EDUCADORA!!!

No momento, é sem mais...


segunda-feira, 28 de julho de 2014

A carapuça é o meu número!

Há alguns anos atrás eu me expunha aqui neste mesmo espaço, falando da minha indignação acerca das pessoas que ficam provocando umas as outras via rede social.

Interpretei, da minha forma, como uma terapia! Caso você tenha perdido aqui está... http://pensamentosbypalavras.blogspot.com.br/2012/04/parem-com-as-terapias.html

Hoje, tenho a mesma sensação, porém estou sentindo algo mais pessoal na fala e publicações. Dessa forma, interpretei assim: "Preciso falar algo para que todos saibam, porém preciso mostrar que tenho ética, então faço meio que "se a carapuça te serve"...

A carapuça vem me servindo sim! E estou só anotando as diversas provocações...

Em primeiro lugar quero destacar que se o mundo fosse feito das frases prontas de redes sociais ou se essas formassem o ser humano em algum aspecto só teríamos doutores do saber. O que não é o caso!

Outro ponto, é falta de sensibilidade e franqueza que o ser humano tem um com o outro. Até concordo que não sejamos insubstituíveis, porém daí ser descartável é de doer!!! Apesar de ser um tanto sentimental prefiro o descolorir de uma verdade do que ser chicoteada com esses posts horrorosos!!! 

E por fim, porém não menos importante... Atualmente, caso alguém prove que está sendo agredido moralmente, até mesmo via internet, isso é caso de polícia!!!

Então para que não haja problemas em nossa comunicação, me leva uma xícara de café, uma cadeira e conversamos o resto do dia. Ok?

quarta-feira, 11 de junho de 2014

GERAÇÃO Y #5



Sou uma pessoa privilegiada!
Caçula de uma família emergente tive as melhores regalias que a família foi adquirindo ao longo da sua história:

- fraldas descartáveis
- celular na adolescência
- internet em casa desde os 11 anos
- viagens a outros estados na adolescência sem os pais
- cheque sem fundo no dia do aniversário
- curso de inglês na adolescência

Enfim, se um adolescente ler esse texto não entenderá nada, além de achar patética minha ostentação em relação a esses itens. Porém, quem já tem uma certa idade sabe muito bem do que estou falando.

Hoje me peguei nostálgica!
Nostálgica com uma tecnologia que avança a cada dia, sempre mais imediatista que quando nos deparamos com algo diferente, estranhamos.
Olhando minha caixa de e-mails e eliminando aquela centena de milhares de informativos sem validade que recebemos a cada minuto (sim, sou pananoica com a organização da minha caixa de entrada do e-mail), pensei:

"Incrível como nem o e-mail é utilizado como antes. 
Na minha época trocávamos cartas reais com os amigos.
Declarando nosso amor, nossa gratidão ou informando sobre algo que irá acontecer, enfim".

Essa prática com os SMS, Whatsapp, Messenger e toda comunicação tão imediata perde sua validade. 
Gera comentários do tipo: fico nervosa quando mando uma mensagem e a pessoa não me responde instantaneamente!

Apesar de me sentir um pouco dessa geração Miojo, sou bem controlada e sinto saudade de altos papos no ICQ, baixar músicas no Limewire, conversas coletivas no MSN e depoimentos do Orkut.
Mas, com certeza, minhas melhores lembranças tem a ver com conversas na calçada, tocar violão até tarde e encontrar os amigos SEMPRE que possível na vida real.

Afinal, mesmo que todos tivessem acesso as redes sociais, nossa tecnologia estava no contato, interação mútua!!!

Frustração atrás de frustração! #4


Tem dias que tenho vontade de agir como se tivesse 5 anos.
Diante de qualquer problema sentar e chorar.
Não posso. Pior preciso encará-los.

Ver algumas coisas, atitudes, pessoas me sufocam!
Como pode? Aliás, como podemos?
Reproduzimos o que repudiamos.
Vejo cada vez mais a Educação se afundando.

Vejo estudantes se afundando!
E eu? Passiva! Quase inerte!
Não sinto alegria.
Não vejo efetividade do trabalho.
Valorizam quantidade e eu?

Eu tenho a sensação de que tudo o que aprendi
E aprendo
Não valem, não servem,
A sociedade é diferente, porque os saberes devem ser os mesmos?

A finalização de uma etapa escolar é menos importante que...
Aliás, tudo é mais importante que as etapas
Que as escolas
Que os saberes...
E eu?

Frustração atrás de frustração!!!

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Fracasso #3

O que era para ser um desafio de 15 dias, já se estendeu há 17.

Tudo isso porque eu não consegui parar ao sábado e domingo para escrever.

Também pudera! Agora como profissional, dona de casa, catequista e preparação de esposa não tem esse tempo todo me sobrando não!

Não tem problema! Compenso em um dia ou com dois textos no mesmo dia.

Voltando ao tema central... você já se sentiu alguma vez fracassada (o)?

Sensação de derrota, de que não acrescenta, do vazio?

Infelizmente, algumas vezes eu me sinto assim. É como se o meu corpo pedisse um reavivamento de ambiente, de afazeres, enfim...

Deve ser culpa do signo! Dizem que os arianos são assim, intensos e portanto, tendem a querer coisas novas, diferentes, novas aventuras o tempo todo!

Concordo em partes, mas em outras não. Não é justo com o zodíaco colocar toda a sua indisposição ou mudança de humor!!!
Para que passe essa sensação, peço muito a Deus que sobre novos ventos. Ventos de bonança e calmaria!

Confiante assim eu sigo!!!


sexta-feira, 6 de junho de 2014

Conversa em rede social... #2

Tenho muitos amigos que discutem de problemas da nossa sociedade fervorosamente.
Aliás, se não os visse com essa paixão, de maneira nenhuma, debateria questões com eles.
Hoje fui surpreendida com uma conversa de 5 pessoas, eu + quatro.

Abrirei a conversa aqui no blog:




O que acham?
Beijos
Cleide Silva: Já vi que lá é igual cá! Infelizmente, Jo se vc enviasse esse artigo a um número maior de educadores, a maioria não leria pela extensão de seu conteúdo. E aí, é a prova real do que se comenta no artigo: A MÁ FORMAÇÃO DOS PROFESSORES. Não porque quero colocar a culpa nas universidades, mas porque me parece que o ser humano e, no filtro, o docente, está cada vez mais distante do conhecimento, pois acredita que repetindo o que faz todos os dias atingirá a todos os alunos e, caso não atinja o problema não é seu e, sim do aluno que não quis aprender.
Cleide Silva: Outro ponto é a PEDAGOGIA e todos os cursos de licenciatura, mas principalmente a pedagogia, os alunos não entenderem que é um curso do CIÊNCIAS, ciência da educação, ciência da sociedade e por aí vai... e uma vez que todo o nosso sistema educacional compreendesse isso, vocês concordam comigo que então todos os professores deveriam, além de sua especialização, ser formado em PEDAGOGIA, que por sua vez, seria a CIÊNCIA DA EDUCAÇÃO???
Cleide Silva: Infelizmente, nosso sistema educacional, põe de lado as TIC, coloca enfileirado os alunos e enche o peito para dizer que tem VOCAÇÃO ou DOM para dar aula! Oi???? Percebe que a religião continua ser a fundante educacional em nosso país?
Quando leio artigo como esses, tenho a seguinte sensação:
*as seguintes sensações:
1. Ainda tenho muito que aprender, pesquisar, estudar...
2. Arte e educação estão intimamente ligadas
3. Nosso país ainda tem muito o que crescer
4. Se fossemos mais educados, seriamos mais sensíveis
e por fim, se eu ler cada um mais de duas vezes, em menos de um mês desisto da minha carreira, quiçá cometo suicídio...rs!
Somos 5 nesse bate papo, todos de alguma forma, ligados à Educação!
Se cada um de nós mudar um pouquinho a nossa realidade, de maneira crítica, pensante, sensível, científica, podemos fazer MUITO por esse país!!!
Um beijo a todos com saudades!!!
Josivaldo Lima: Que saudade desses papos com vc. Esse é um assunto que tem pano pra manga. Vamos marcar uma cervejada ?

Cleide Silva: Disposta!

Conversas em rede social de quem faz a diferença na real!!!

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Desafio dos 15! #1


Depois de alguns muitos dias sem escrever, me proponho dentro de 15 quinze dias, publicar 15 diferentes textos sobre tudo o que sempre escrevo: arte, educação, música ou somente meus devaneios.

A vida está dura, então preciso soprar palavras, porque como disse Adélia Prado:

"Quase entendo a razão da minha falta de ar
A escolher palavras com que narrar minha angústia, eu já respiro melhor.

A uns, Deus os quer doentes, a outros quer escrevendo".
(Ex-voto)

quarta-feira, 4 de junho de 2014

MUDANÇAS E MESMICES

Muitas mudanças em pouco período de tempo!
Isso deve-se a minha intensidade de vida e as experiências passadas que me fazem romper com o que parecia igual...
Realmente muita coisa mudou. Muita gente se foi. Outras voltaram.
Porém, tem coisas que não mudam nunca!
Gostaria de entender, de perguntar, de falar. 

Não tenho voz!!!

Não tenho voz para quem não tem ouvido.
Prefiro me calar.
Do problema das minhas relações, são sempre aquelas...
Das quais eu nunca me desvincularei.
Delas levo nome, sobrenome, aparência e gênio.

Dessa forma, rompo os modelos.
Me afasto, fico longe e sofro.
Principalmente, por ver que a mudança é sempre cíclica...
Volta sempre para a mesmice!!!

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Ausente

Esses dias estive muito ocupada vivendo!

Sempre digo que a vida real e as redes sociais não se relacionam tão bem assim. Portanto estive um pouco afastada, porque estava tratando de cuidar da minha vida. Deu certo!!!

Trabalhei bastante, para quem trabalha em escola sabe muito bem do que estou falando... é uma correria tremenda no final do ano e juntando com as minhas mancadas, onde tive uma certa dificuldade profissional, me tomou mais tempo do que devia.

Cuidei dos meus, esse final de ano em especial, meus pais precisaram bastante de mim e eu não pude faltar em atenção. Sendo assim, me afastou um pouco das minhas leituras, escritas e das redes sociais também.

Encontrei o amor! Provavelmente você já ouviu falar que quando a gente ama ficamos cegos e surdos, porém não alheios, a coisas que nos acontecem. Foi muito bom reencontrar esse rapazinho, chamado Wellington que depois de 8 anos afastados, nosso reencontro foi sensacional. Não vou expressar muito aqui porque posso ser repetitiva em um dos meus próximos posts.

Agora entretanto, chegamos ao final desse ano. Gostaria que 2013 fosse benção em minha vida e não posso ser ingrata, pois foi. Retomo minhas escritas em meu blog. Retomo minha vida, com novos planos, mas a vontade incessante de ser feliz a cada dia que passa!!!

Voltei. ESTOU PRESENTE!!!


segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Um anjo pra me guardar!



Ela não é minha mãe.
Ela não é minha tia,
Nem minha madrinha.
Na infância, a chamava de “DONA MÃE DA MARCELA”.
Um palavrão que depois de corrigida, evoluiu para Dona Lourdes
E a pedido da própria, se tornou somente Lourdes!

Lourdes é uma alma boa.
Alma de mãe acolhedora, ouvinte!
Sempre me leu pelos olhos,
Sabia quando eu aprontava algo errado e, esperava a hora certa de ficar ao meu ladinho, me dar a bronca, ou a orientação, bem baixinho, assim, só eu e ela!

Sempre tive extremo respeito e admiração, simplesmente por ser quem ela é,

Mas, NA MINHA VIDA, meus amigos, ela foi mais do que ela podia ser.

Lourdes foi a pessoa que acreditou em mim quando ninguém acreditou.
Me acolheu quando todos viraram as costas.
Me cuidou e me deu carinho e colo de mãe.

Esses dias eu sonhei com ela.

Na verdade, não a vejo fora da minha vida.
Porque normalmente quando eu quero um colo pra chorar.
E esse colo não é o de amiga,
E às vezes também não é o de mãe...
Corro pra lá, só pra ficar pertinho,
Dou risada com ela,
Ouço atentamente as orientações e as bênçãos que ela me dá,
Depois eu vou embora!

LOURDES, QUERO QUE SEJA ASSIM PRA SEMPRE, TÁ!?

Deus me escolheu a lindeza da Dona Cida pra ser a minha mãe,

Mas abriu meu coração para que eu complementasse tanto amor de mãe,

Com o seu amor!

TE AMO!

OBRIGADA POR NÃO DESISTIR DE MIM...


domingo, 15 de setembro de 2013

O que incomoda muita gente?

Você provavelmente já ouviu uma musiquinha muuuuito legal que canta, aumenta a quantidade do animal gradativamente repetindo a palavra incomodam e tem apenas uma função: IRRITAR O OUVINTE!!!



1 elefante incomoda muita gente,
2 elefantes incomodam, incomodam muito mais.
3 elefantes incomodam muita gente,
4 elefantes incomodam, incomodam, incomodam, incomodam muito mais.

Ontem participei de mais uma palestra.
Palestra muito boa.
Tive certeza disso quando me vi profundamente incomodada com o conhecimento que trazia e as informações que além de fazerem sentido em minha cabeça, me colocavam em uma condição de estúpida que me desesperei e sem medo fiz a seguinte anotação:

"O CONHECIMENTO INCOMODA!".

Portanto, estúpida por estupidez, pensei:
Será que o conhecimento e esse elefante tem alguma relação?
Quiçá seriam o mesma pessoa?

E de volta a Terra, mais tranquila comigo e sã me conscientizei:

MELHOR ESTUDAR E CORRER ATRÁS DO PREJUÍZO!!

Interrogatório???

Você quer o melhor?

Por que?

O que é o melhor?

Conceitue-o?

E a sua vida?

Ela é a melhor?

A vida se faz em satisfazer-se no outro?

Satisfação no outro?

E se o melhor para você desdiz o que todos dizem?

Você é um monstro? Um ser mutante? Diferente?

E se gostar de coisas, pessoas, objetos exóticos não for o melhor?

E se você não for o melhor?

Dá pra continuar vivendo?

Sim?

Não?

O réu está dispensado e pode retirar-se!

Texto a 4 mãos... #Paciência

Texto escrito na madrugada, há 4 mãos, via bate-papo do facebook:

Paciência é uma das sete virtudes teologais.
Certo, Cleide?
Yep.
Paciência pressupõe serenidade perante o ambiente exterior e o controle ou moderação das próprias vontades.
Escreveremos um ensaio a quatro mãos agora.
Ok.Vou copiar a introdução no word para ir lendo e contextualizando as falas.
Continuando, devo ser paciente para com a sua resposta, o tempo de sua resposta, seu ritmo próprio, sua incapacidade de atender à minha demanda, falta de intelecto etc.
Ok.
De acordo com sua última resposta ou você deve ser zen em último grau ou não leu o que escrevi.
Interpretação segundo a minha índole.
Paciência, apesar de ser voluntária, para os cristãos tem a ver com a vontade de Deus.
Certo.
E essa vontade se configura em quê?
Suportar os problemas ou não vingar-se diante das situações conflituosas, Felipe.
Perfeito.
É um modo de operação, se é que posso chamar assim.
Mundano e transcendente.
Oferecer a outra face é ultrapassar a Ira.
Mas se te chamo de repositáculo de esperma, como você reagiria? Segundo a vontade de deus...
Dou a outra face, mas no aspecto mundano, característico da paciência, mando você tomar no cu.
Portanto, paciência não significa engolir sapos.
Ou não significa não reagir aos destemperos do Outro.
Então, onde reside essa paciência?
já que concordamos que ela tem a ver com o fato de não sermos influenciados pelo meio externo.
Não sei, mas ela nos escapa dos paradoxos cotidianos, aceleração da modernidade e do que a sociedade nos impõe como um modelo para seguir.
Tradução, sob pressão, cedemos ao impulso contrário à paciência, Ira.
Que ela tem a ver com o meio externo.
Afetamo-nos mutuamente.
E reagimos de acordo com o tipo de afetação.
Lugares específicos e pessoas específicas nos levam a ser pacientes ou não pacientes.
Exemplo.
Hoje fui à missa.
Fazia um ano que não pisava numa igreja
Comunguei.
E o ambiente inteiro me tranquilizou.
Usei meus óculos escuros, fui de jaqueta de couro, fiquei calmo.
Ninguém me questionou e eu não tive que reagir a absolutamente nada.
Simplesmente porque o lugar era bom
e as pessoas centradas e calmas.
Se o lugar fosse mal e as pessoas igualmente más eu teria um salvo-conduto para agir de acordo com o ambiente e mandar tudo para aquele lugar...
Inclusive a paciência.
Traduzindo, novamente.
ter paciência é a força interior de não se deixar levar pela negatividade.
Chegamos a um ponto comum.
Vou falar pessoalmente do assunto agora, Cleide.
Calma, deixe-me só completar. Neste sentido, ter paciência é decidir manter sua mente limpa, livre da contaminação da raiva e do apego.

Tenho a tendência a reagir com fuga das pessoas que me fazem mal
Mas reajo estranhamente pedindo para morrer e tendo poder suficiente para não morrer firo meu corpo com esse desejo.
Uma pena esse implante que inseri em mim.
O mais estranho é que parece que tenho um certo apego com isso.
Entendo e já fiz igual.
É um tipo de defesa.
Sentir dor física para que a subjetiva ganhe sentido.
Impróprio.
Essa foi a palavra que me veio à mente agora.
Também tenho uma tendência ao antagonismo.
Mas, embora tenha me vindo essa palavra agora à mente, não há nada de impróprio no que você me disse.
Sim.
Fale sobre o antagonismo.
Lembrei agora de um antigo instrumento de auto-flagelação usado pelos penitentes, chama-se silício.
É um chicote com que os homens penitentes se auto-flagelavam.

Sei.
Creio que eles o faziam por antagonismo ao que as suas mentes criavam.
Penso, logo existo, penso logo, existe.
Se penso no pecado o pecado torna a mim.
E, como estratégia de fuga mental, inclusive para que a mente não produza sintomas histéricos, penitencio-me.
Perfeito.
Assim, acredito estar expurgando o pecado de meu corpo.
Uma vontade de ego que sobressai e depois a razão pune o que é corpo, concreto!
Você está em penitência?
Perfeito.
Sempre estou em penitência, Cleide.
Mato uma formiga à contra-gosto.
Embora coma frango com prazer.
Não caia nas falácias cotidianas!
Sou irascível e egóico, apego-me e não solto a não ser que a pancada seja forte.
Que ultrapasse minhas forças, as forças de minhas mandíbulas.
Grande parte do que compõe o ser humano tem essas características, tirando a parte da força da pancada.

Agora você me fez sorrir.
Eu também ri.
Achei muito forte "que ultrapasse as forças das minhas mandíbulas".
É que por vezes me vejo como um cão de deus.
Entendi.
Por isso não comparei a todos.
Explique... cão de deus?
Estou solto e me acorrento, porque tenho ojeriza à máxima Nietscheana, do tornar-se aquilo que se é.
Se me libero totalmente, e deus me permite isso, torno-me ateu.
E se não há quem me governe, torno-me governante de mim mesmo.
E se me governo e me ofendem, eu mordo.
E mordo também a quem ofende o meu deus
Pessoal.
Creio que nasci no corpo errado, pequeno, com a alma de um espartano, duvidoso, com a certeza de um astrônomo.
Putz!
Sério... tenho um nó na minha cabeça agora.

Quando estou nos meus melhores dias, em estado zen não-controlado, espontâneo, as pessoas no mundo me cobram que me lance novamente em conflitos.
Entendo. E todas as ideias se amarram!
Sim.
É como se eu fosse livre numa jaula.
Mataria minha mulher mais amada, Cleide, se pudesse.
Mas não posso, porque amo.
Não porque sou paciente, mas porque amo.
Somente isso me segura e repreende.
Razão egoísta.
Ela precisa estar no mundo para que eu viva com o rancor que sinto por ela não me pertencer mais.
E o mundo inteiro é culpado por nossa desavença.
O éter mental que ela criou nos separou por eu não ter sido paciente, digamos, e ter sabido me relacionar com as suas intemperanças de mulher.
E nos separamos.
E estou com outra mulher.
E, ainda, te desejo.
E tenho uma amante.
E ai dela se estiver amando outro nesse momento, porque só amo a ela.
Paciência e Reticências têm algo em comum.
Com tamanho conflito, contradição, destempero, dúvidas e pouca perspectiva, só se flagelando para tentar "esquecer"...
As reticências são os três primeiros passos do pensamento, que depois continua o seu caminho por conta própria, já dizia Quintana.
E o mais interessante, as drogas e fármacos não me acalmam.
A palavra calma me acalma.
Tanto quanto a palavra ira me irrita.
É como se eu fosse governado por um léxico que me transcende.
A música tem o mesmo efeito com as mesmas palavras?
Disse certa vez em um outro escrito que eu queria ver quem me curava de mim mesmo, mas...
Em parte, sim.
Quando jovem ia a bailes funk.
Tocavam músicas excitantes e nos digladiávamos.
Sinto saudades dessa época em que eu podia bater e me ferir sem piedade.
Passada a música mais funkeada e eletrônica,
Rock Brasil, e dançávamos como se fôssemos irmãos. Com narizes quebrados.
Continue sobre curar-se de si mesmo.
Parou em um “mas” com reticências.
Agora quero curar-me. Mas é impossível.
Veja.  Você disse que queria ver quem o curaria de si próprio.
Não encontrou. E agora quer curar-se.
Não seria essa a resposta?
Você mesmo curar-se?
Conhece o personagem Daredevil ou o Demolidor?
Sim.
Sabe que ele tem os sentidos apurados.
Sofro do mesmo mal.
Ouço à distância.
E o ruído da sirene da polícia que agora passa, irrita-me.
E me faz lembrar da moça em Recife que foi agredida por um policial.
E minha mente me transporta para Ela, não a moça, mas a mulher de que falei.
Se um troglodita desses toca em um fio de cabelo dela, sou capaz de matar.
Não entendo como um pai, irmão ou parente, namorado, que seja, vendo nome na farda e filmagem, deixa impune um idiota daqueles.
Te entendo.
Depois vou te mandar um link sobre essas sensações, sentidos.
O que temos em nós que nos ajuda e não sabemos.
É uma parada maluca. Lance budista.
Não é rápido.
Ah, manda agora.

Não é fazendo leituras. É vivendo.
Um site onde você se inscreve.
Para fazer um retiro em um templo budista no Rio
10 dias sem falar com ninguém. Sem contato visual.
Acontecem coisas incríveis com você.

Se for sem cigarros estou fora!

Não sei dizer.

Se tiver mulher, tô dentro!

Haha. Tem.

Sacanagem. Estou me aproveitando do meu diagnóstico bipolar.

Posso te mandar o link mais tarde?

Claro, por falar nisso, você sabe qual é a frase mais bipolar da história?
"Fica, vai."